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	<title>Luto - Letícia P. Corrêa</title>
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	<description>Advogada da Saúde</description>
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		<title>Luto: uma travessia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Letícia P. Corrêa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Feb 2022 13:20:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Girassol]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>🌻 Este post faz parte do Projeto Girassol que tem por objetivo disseminar conhecimento sobre assuntos relacionados à morte e o morrer 🌻 O luto é um processo emocional vivido por uma pessoa diante de uma perda significativa. Geralmente associamos esta perda com a morte, mas o processo de luto também pode ser vivido diante de outras perdas tais como ... <a title="Luto: uma travessia" class="read-more" href="https://leticiacorrea.com/luto-uma-travessia/" aria-label="More on Luto: uma travessia">Leia mais</a></p>
<p>The post <a href="https://leticiacorrea.com/luto-uma-travessia/">Luto: uma travessia</a> first appeared on <a href="https://leticiacorrea.com">Letícia P. Corrêa</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 10pt;"><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f33b.png" alt="🌻" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> <em>Este post faz parte do <a href="https://leticiacorrea.com/projeto-girassol/">Projeto Girassol</a> que tem por objetivo disseminar conhecimento sobre assuntos relacionados à morte e o morrer</em> <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f33b.png" alt="🌻" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></span></p>
<p>O luto é um processo emocional vivido por uma pessoa diante de uma perda significativa. Geralmente associamos esta perda com a morte, mas <strong>o processo de luto também pode ser vivido diante de outras perdas</strong> tais como o término de um relacionamento, de um vínculo de trabalho, de uma fase de vida, dentre outros. E, embora muito do que se estuda sobre o luto possa se aplicar a estes diferentes contextos, daremos enfoque neste texto sobre o luto da perda diante da morte.</p>
<p>Existem teorias que abordam algumas fases ou etapas que são vividas no processo de luto, sendo um estudo de grande referência o da psiquiatra suíça-americana, Elisabeth Kubler-Ross<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a> (1926-2004), que trabalhava com pacientes com doença terminal. Este estudo elenca como etapas do processo de luto: negação, raiva, barganha, tristeza e aceitação. Sendo assim, no processo de luto a pessoa atravessa esses diferentes momentos emocionais, até chegar na aceitação, que é o momento em que se pode viver pacificamente com a perda, não havendo uma linearidade entre estas fases, nem um tempo específico para a vivência de cada fase ou para o processo.</p>
<h3>Visão moderna do luto</h3>
<p>Por vez, a visão mais moderna propõe uma nova forma de se compreender o processo de luto, como o que é retratado no Modelo do Processo Dual do Enfrentamento do Luto<a href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a>. Este modelo propõe que o luto é um processo que não é vivido por estágios, mas como um caminho dual, cheio de altos e baixos, num movimento de contração e expansão, em constante oscilação e em busca de uma adaptação à vida que ganha uma nova perspectiva após a perda. Nesse sentido, o luto não é um processo que tenha fim, nem a morte algo a ser superado.</p>
<p>Nesse caminho pode haver dor, choro, cansaço, medo, angústia, tristeza, confusão, paz, gratidão, sensação de dever cumprido, uma mistura de emoções que atravessam e podem ser sentidas. Cada pessoa vai vivenciar o processo de luto de forma individual, e isso deve ser acolhido e respeitado. E embora geralmente marcado pela dor, vai-se compreendendo que o luto não é apenas a dor.</p>
<p>Ainda, nesse caminho, é comum sentir a necessidade de recolhimento, um tempo de pausa para vivenciar e elaborar todas as emoções que atravessam. Sendo assim, é importante pensarmos o luto também como um direito de ser vivido, embora infelizmente na nossa cultura da produtividade, haja tão pouco espaço para os momentos de pausa, recolhimento e reflexão que a vivência do processo de luto convoca.</p>
<p>O processo de luto é tido, assim, como uma travessia, com a permissão de sentir tudo o que sentir e em direção ao reconhecimento da força e potência para seguir adiante na vida, mesmo com a dor.</p>
<p>Rodrigo Luz, no livro <em>Luto é outra palavra para falar de Amor: cinco formas de honrar a vida de quem vai de quem fica após uma perda,</em> traz:</p>
<p style="padding-left: 40px;">1&#x20e3; Honrar a vida sobrevivendo à morte do outro;</p>
<p style="padding-left: 40px;">2&#x20e3; Honrar a memória se abrindo para todos os sentimentos do mundo;</p>
<p style="padding-left: 40px;">3&#x20e3; Honrar o amor respeitando o próprio tempo e jeito de reaprender a viver;</p>
<p style="padding-left: 40px;">4&#x20e3; Honrar a marca no mundo celebrando a vida que tiveram juntos;</p>
<p style="padding-left: 40px;">5&#x20e3;Honrar o legado encontrando um novo lugar para a pessoa que morreu na nossa vida.</p>
<p>Sendo assim, neste olhar a honra traz a ressignificação do vínculo após a perda, reaprendendo uma forma de viver, acolhendo todas as emoções e carregando a memória de tudo o que foi vivido com aquele(a) que se foi. A morte não leva embora tudo o que foi vivido, nem leva embora a relação que estabelecemos. A morte marca uma fase, uma passagem para um novo tempo, e pouco a pouco a dor vai cicatrizando, e a relação com aquele(a) que se foi encontra um novo lugar na nossa história.</p>
<p>No luto, assim como em tantos processos que vivemos ao longo da vida, o caminho é através, como se atravessássemos em direção a outra margem do rio.  Poder contar com ajuda é de grande importância, afinal, podemos e merecemos ser apoiados ao longo da travessia. Família, amigos, terapeuta, grupos de trabalho de luto, e toda rede de apoio possível e de formas de conexão, de se sentir junto.</p>
<p>A psicoterapia no processo de luto é um espaço para compartilhar as emoções, com todos os movimentos de contração na dor, e expansão para a nova vida e projetos.  É espaço de acolhimento, reconhecimento e desenvolvimento das próprias capacidades e da força para sustentar a dor e atravessar o processo, podendo dizer um novo Sim à Vida.</p>
<p><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f449-1f3fc.png" alt="👉🏼" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Se você que está lendo esse texto está passando por um processo de luto, receba meu abraço e acolhimento. Tudo o que você estiver sentindo pode e merece ser acolhido, assim como você pode e merece receber apoio na travessia. Se você que está lendo conhece alguém que esteja passando por este processo e muitas vezes não sabe o que dizer ou fazer, esteja junto, e pergunte: <span style="color: #ff9900;"><strong>O que posso fazer por você?</strong></span> A sua presença, apoio e escuta atenta podem fazer a diferença!</p>
<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1"></a></p>
<figure id="attachment_881" aria-describedby="caption-attachment-881" style="width: 145px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" class=" wp-image-881" src="https://leticiacorrea.com/wp-content/uploads/2022/02/WhatsApp-Image-2022-02-14-at-22.40.16-241x300.jpeg" alt="A imagem mostra a psicóloga Renata responsável por escrever esse artigo sobre o luto" width="155" height="191" /><figcaption id="caption-attachment-881" class="wp-caption-text">Quer aprofundar sobre o luto? <a href="https://www.instagram.com/renatamiranda.psi/">Fale com a Renata</a></figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Renata Miranda</strong></p>
<p>Psicóloga e Psicoterapeuta sistêmica</p>
<p>CRP 04/34.873</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Notas:</em></p>
<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> Seu estudo sobre as fases do luto está abordado no livro Sobre a morte e o morrer, de 1969.</p>
<p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2"></a><span style="color: #0000ff;">[2]</span> Estudo desenvolvido por Margaret Stroebe e Henk Schut, ambos professores da Universidade de Utrecht, da Holanda.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Referências / Indicações de leitura:</em></p>
<p>ARANTES, Ana Cláudia Quintana. <a href="https://www.google.com/search?q=a+morte+%C3%A9+um+dia+que+vale+a+pena+viver&amp;source=lnms&amp;tbm=shop&amp;sa=X&amp;ved=2ahUKEwif5MaL6Ib2AhW_rJUCHW8IBzsQ_AUoAXoECAIQAw&amp;biw=1366&amp;bih=657&amp;dpr=1">A morte é um dia que vale a pena viver</a>. Rio de Janeiro: Sextante, 2019.</p>
<p>ARANTES, Ana Cláudia Quintana. <a href="https://www.google.com/search?q=Hist%C3%B3rias+lindas+de+morrer&amp;sa=X&amp;biw=1366&amp;bih=657&amp;tbm=shop&amp;ei=jEkOYqveCdHJ1sQP8tSq-A0&amp;ved=0ahUKEwir1PuN6Ib2AhXRpJUCHXKqCt8Q4dUDCAY&amp;uact=5&amp;oq=Hist%C3%B3rias+lindas+de+morrer&amp;gs_lcp=Cgtwcm9kdWN0cy1jYxADMgUIABCABDIFCAAQgAQyBQgAEIAEMgQIABAYMgQIABAYMgQIABAYMgQIABAYMgQIABAYMggIABAWEB4QGDIICAAQFhAeEBhKBAhBGABQAFjgAWC2A2gBcAB4AIABbYgBbZIBAzAuMZgBAKABAaABArABAMABAQ&amp;sclient=products-cc">Histórias lindas de morrer</a>. Rio de Janeiro: Sextante, 2020.</p>
<p>KUBLER- Ross, E. <a href="https://www.google.com/search?q=Sobre+a+morte+e+o+morrer&amp;sa=X&amp;biw=1366&amp;bih=657&amp;tbm=shop&amp;ei=okkOYuLKG9vS1sQPktqqCA&amp;ved=0ahUKEwjio8yY6Ib2AhVbqZUCHRKtCgEQ4dUDCAY&amp;uact=5&amp;oq=Sobre+a+morte+e+o+morrer&amp;gs_lcp=Cgtwcm9kdWN0cy1jYxADMgUIABCABDIFCAAQgAQyBQgAEIAEMgUIABCABDIFCAAQgAQyBAgAEBgyBAgAEBgyBAgAEBgyBAgAEBgyBAgAEBhKBAhBGABQAFjoAWDmA2gBcAB4AIABcogBcpIBAzAuMZgBAKABAaABArABAMABAQ&amp;sclient=products-cc">Sobre a morte e o morrer</a>: 8ª Ed.. São Paulo: Martins Fontes, 1998.</p>
<p>LUZ, Rodrigo. <a href="https://www.google.com/search?q=Luto+%C3%A9+outra+palavra+para+falar+de+amor%3A+Cinco+formas+de+honrar+a+vida+de+quem+vai+e+de+quem+fica+ap%C3%B3s+uma+perda&amp;sa=X&amp;biw=1366&amp;bih=657&amp;tbm=shop&amp;ei=rkkOYqbZJ4fd1sQPo4qaiAk&amp;ved=0ahUKEwim6LSe6Ib2AhWHrpUCHSOFBpEQ4dUDCAY&amp;uact=5&amp;oq=Luto+%C3%A9+outra+palavra+para+falar+de+amor%3A+Cinco+formas+de+honrar+a+vida+de+quem+vai+e+de+quem+fica+ap%C3%B3s+uma+perda&amp;gs_lcp=Cgtwcm9kdWN0cy1jYxADSgQIQRgAUABY1wFgpANoAXAAeACAAQCIAQCSAQCYAQCgAQGgAQKwAQDAAQE&amp;sclient=products-cc">Luto é outra palavra para falar de amor: Cinco formas de honrar a vida de quem vai e de quem fica após uma perda</a>. São Paulo: Ágora, 2021.</p>
<p>YALOM, Irvin D; YALOM, Marilyn. <a href="https://www.google.com/search?q=Uma+quest%C3%A3o+de+vida+e+morte%3A+Amor%2C+perda+e+o+que+realmente+importa+no+final.&amp;sa=X&amp;biw=1366&amp;bih=657&amp;tbm=shop&amp;ei=vkkOYs6JHt_U1sQPrPyekAc&amp;ved=0ahUKEwjO4Pul6Ib2AhVfqpUCHSy-B3IQ4dUDCAY&amp;uact=5&amp;oq=Uma+quest%C3%A3o+de+vida+e+morte%3A+Amor%2C+perda+e+o+que+realmente+importa+no+final.&amp;gs_lcp=Cgtwcm9kdWN0cy1jYxADSgQIQRgAUMoIWMoIYNAMaAFwAHgBgAGJAYgBiQGSAQMwLjGYAQCgAQGgAQKwAQDAAQE&amp;sclient=products-cc">Uma questão de vida e morte: Amor, perda e o que realmente importa no final.</a> São Paulo: Planeta, 2021.</p><p>The post <a href="https://leticiacorrea.com/luto-uma-travessia/">Luto: uma travessia</a> first appeared on <a href="https://leticiacorrea.com">Letícia P. Corrêa</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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